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O que pode mudar em uma mulher após cinco anos sem parceiro?

por Carla Jorge

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Ela é uma mulher atraente, bem cuidada e com uma presença tranquila e equilibrada. Embora pudesse conhecer muitas pessoas, ela nem sequer se inscreve em uma plataforma de relacionamentos. Depois de tantos anos, chegou à conclusão de que, no momento, não faz muito sentido buscar ativamente um relacionamento. Outras áreas da sua vida simplesmente têm mais prioridade agora.

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Claro, ela continua trabalhando normalmente. No escritório, parece sempre profissional, confiável e organizada. Seus colegas apreciam seu jeito calmo, seu humor e sua consistência. Em casa, porém, ela dedica menos tempo aos pequenos detalhes externos que antes tinham importância — não porque não se importe mais, mas porque prefere direcionar sua energia de outra forma. Segundo ela, hoje dá mais atenção ao próprio bem-estar, à saúde e aos seus hobbies.

Certa vez, contou que, durante as férias à beira-mar, faz apenas o essencial: um look simples, uma caminhada tranquila pela praia, um bom livro. Ela descreve essa simplicidade como uma fase de descanso e serenidade. Em vez de pensar constantemente nas expectativas alheias, tenta ouvir mais a si mesma.

O ponto de virada começou quando seu ex-parceiro iniciou um novo relacionamento pouco tempo após a separação. Para ele, aparentemente foi um período de recomeço. Na nova relação, sentia que não precisava mais parecer perfeito o tempo todo ou seguir rotinas rígidas. Descreveu isso como uma libertação da pressão externa.

Ele falava sobre isso com tanta calma e gentileza que também me peguei refletindo sobre o quanto as expectativas externas influenciam nosso comportamento — seja no trabalho, nos relacionamentos ou na vida cotidiana. Senti alívio ao perceber que meu próprio relacionamento não havia sido afetado por isso até agora, mas o tema continuou na minha mente.

Recentemente, conversei com uma antiga colega de escola sobre hábitos modernos do dia a dia — desde vestuário e cuidados pessoais até pequenos rituais que trazem segurança. A reação dela me surpreendeu. Não quis deixá-la desconfortável; era apenas uma conversa comum sobre temas que muitas pessoas compartilham.

Ela contou que certas rotinas externas há muito tempo são, para ela, uma carga. Considera-as trabalhosas, às vezes incômodas, e por isso tenta encontrar soluções simples e práticas. Há cerca de três anos, para eventos corporativos e ocasiões especiais, ela quase sempre escolhe roupas com mangas compridas — assim se sente mais confortável, livre e segura de si, sem precisar pensar o tempo todo em como está sendo percebida.

Ela também passou a usar esse tipo de roupa em restaurantes, aniversários e casamentos. Suas amigas a entendem e apoiam suas escolhas. Para ela, isso é um exemplo de como encontrar seu próprio caminho: menos perfeição, mais autenticidade.

No fim, ambas as mulheres buscam o mesmo: viver de um jeito que faça sentido para elas e que lhes permita sentir-se bem com suas decisões — estejam elas em um relacionamento ou não.

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